5 - Dia muito feliz
Dia Feliz!!! Dia da Criança!!!
E, meu melhor presente hoje foi minha irmã.
To parecendo criança mesmo! Sinto-me como se tivesse esperado muito tempo por um presente especial e ele finalmente chegou.
Ela é uma pessoa maravilhosa, linda, doce, meiga. Tudo, tudo de bom mesmo!
Nem tenho palavras pra descrever o que senti ao ouvir sua voz ao telefone. Ficamos horas a fio conversando e nos entendemos muito, muito bem mesmo. Temos tanta coisa em comum, tantos defeitos e tantas qualidades parecidas.
É legal como os laços de sangue não deixam dúvidas. Somos duas bobonas neste Dia das Crianças.
To Feliz demais. Demais, demais, demais....
Não vejo a hora de chegar o sábado, quando vamos nos encontrar e poder dar um forte abraço.
Que presente divino!
Escrito por Drica às 20h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
4 - Simplicidade
Esse texto aí embaixo eu tirei de um livrinho que comprei por causa das ilustrações, mas nunca li, nem pretendo ler. Hoje abri por pura falta do que fazer e caiu na última página. Achei muito parecido comigo:
“Dez bons motivos para ser uma pessoa comum”
A única diferença entre um sábio e um tolo é que o sábio sabe que é um tolo. Da mesma forma, a única diferença entre uma vida extraordinária e uma vida comum é o prazer extraordinário que se tira das coisas comuns.
1 – Você pode jogar fora o que é lixo. Não precisa guardar para a posteridade.
2 – Quando dorme abraçado ao travesseiro, não acha que tem de contar para o psicanalista.
3 – Sente grande prazer em passear com o cachorro.
4 – Pode faltar um dia no trabalho sem que o mundo venha abaixo.
5 – Não tem nada para esconder, nem onde esconder.
6 – Não viaja pelo mundo em busca do que tem em casa.
7 – Não tem de se arrumar todo para ir comer um sanduíche.
8 – Ninguém percebe se seu carro está sujo, seu armário desarrumado ou a cerca descascando.
9 – Não precisa criar sempre algo novo.
10 – É iluminado, embora não saiba bem o que isso significa... e nem quer saber.
(Véronique Vienne)
Escrito por Drica às 18h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
3 - Histórias de uma vida
Hoje, domingo, 10 de outubro de 2004. Vivi emoções tão intensas, que preciso registrar, preciso não mais esquecer este dia e me preparar para tudo o que virá depois dele.
Parece até um dramalhão mexicano, mas essa é minha história.
Faz 25 anos que eu soube que tenho uma meio-irmã mais velha e que minha mãe a tinha “doado” a uma família. Nessa época, eu, criança, não entendi direito e nem podia, pois minha mãe havia me abandonado também. A mim e a minha irmã mais nova que há um ano e 9 meses não vive mais entre nós, mas, com toda certeza, deve dar seu apoio de onde estiver.
O tempo passou, e na adolescência, novamente, esbarrei com essa história. Mais uma vez, fiquei sem respostas.
De uns 11 anos para cá, depois que reencontrei minha mãe e procurei saber mais detalhes da história, tenho amadurecido a idéia de procurar essa moça. Minha mãe não me deu muitas pistas, até porque nem se lembra direito dos fatos. Deve ter sido muito difícil pra ela também. Havia ainda o receio de que a menina nem soubesse que foi adotada.
Enfim... Depois de vasculhar um pouco em cadastros de bancos, telefônica, Receita Federal, TRE, etc (até então eu só sabia o nome completo dela depois da adoção e o bairro onde morava na época), sempre com a ajuda de amigos, acabei por encontrar mais informações a respeito do marido do que dela mesmo. Só que não encontrava nada muito específico, endereço, telefone, essas coisas. Descobri a zona eleitoral e a seção onde ele vota, mas isso é muito vago. A não ser que eu fosse até lá no dia da eleição, ficar chamando pelo nome dele. Teria sido o maior “mico”.
E então, eis que encontro, através de um bate-papo pela net, uma maneira de descobrir o endereço e o telefone de uma pessoa apenas com uma parte do nome ou sobrenome.
Fiz isso como o sobrenome que tinha em mãos e consegui o telefone de uma mulher que só podia ser parente do rapaz, pois era a única pessoa na cidade com aquele sobrenome e morando no mesmo bairro.
Pois não é que falei com a mãe dele, sogra de minha irmã!
Descobri que faz 18 anos que ela sabe da adoção e que esse é o único motivo que a faz triste. Que ela chegou a procurar pela mãe verdadeira, mas desistiu por insegurança, pois a família que a criou sempre foi muito dedicada. Que tem três filhos e é muito querida.
Chorei muito, desabafei com uma mulher que nem conheço, mas que me tratou muito bem, que me consolou e prometeu me ajudar. E acho, sinceramente, que encontrei a melhor pessoa para mediar nosso encontro. Alguém que está próximo, mas não tão envolvida.
Coloquei toda minha ansiedade nas mãos daquela mulher.
Escrito por Drica às 23h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|