Pudores e (des)pudores


46 - Livros! Alimento para a alma.

Eu adoro ler! Eu sou compulsiva por livros.

Trabalho numa distribuidora, tem descontos e, sendo assim, compro muitos mesmo. Não tenho limite. Aliás, não tenho limite pra nada. Mas isso é outro assunto!

Então, como eu ia dizendo, tenho mais de vinte livros comprados que ainda não li. Não dei conta!

O último que li foi o Código da Vinci. Por livre e espontânea insistência do meu queridíssimo e amantíssimo ex-amigo, ex-quase-namorado-que-quase-virou-amante (ainda me sinto engasgada!), que me emprestou dizendo ser muuuuuuuuuuito bom. Bom até que é. Mas muuuuuuuuuuuuuuito bom já é exagero. Gostei, mas não entra pra minha lista dos prediletos. Confesso que enquanto estava lendo até me empolguei demais, a ponto de quase comprar um livro sobre Leonardo da Vinci (carésimo, por sinal). Depois passou e percebi que não me impressionou tanto assim. Os livros que me impressionam ficam registrados e sempre que há uma oportunidade comento. Não é o caso.

Tem alguns da Clarice Lispector, dois de Dostoievski, Roland Barthes (este indicado pela terapeuta há mais de um ano), Nietzsche (que já tentei começar, mas larguei pra reler Olga), biografias (adoro biografias!), Saramago, Drummond (minha iniciação em poesia). Todos guardados, intactos, no meu cantinho literário aqui em casa. Ah! E tem os esotéricos, que eu gosto muito também. Astrologia, Wicca, bruxaria, essas coisas fúteis que me encantam e não deixam de ser prazerosas. Aliás, os únicos livros que não empresto de jeito nenhum são os de astrologia. Gosto de consulta-los de vez em quando. 

 

 

Não estou com vontade de ler textos muito pesados. Portanto Clarice, Dostoievski, Kafka e Saramago estão fora por enquanto. Tudo o que já li deles, tirando Kafka que é o primeiro que compro, é muito contundente. Faz a gente pensar em coisas que muitas vezes até deprimem. E não vou me arriscar. Adoro os romances naturalistas, mas o que tenho já li, e alguns até reli.

Talvez a poesia me tire desse estado de tensão. É, vou ler Drummond no feriado.

E aproveito pra dar uma dica:

“Sexo, drogas, rock´n´roll... e chocolate – O cérebro e os prazeres da vida cotidiana” de Suzana Herculano-Houzel. Ela é Doutora em Neurociências pela Université Paris VI e bióloga formada pela UFRJ.

É seu segundo livro. O primeiro, “O cérebro nosso de cada dia”, não me chamou a atenção quando foi lançado. Achei os textos  muito curtos e previsíveis. Não me empolguei. Mas quando chegou o “Sexo..” lá no escritório gostei do título e comprei. Faz quase dois anos!

Pois ontem eu o peguei e comecei uma leitura gostosa. São textos diversos que explicam, com base em estudos neurobiológicos, como funcionam nossos atos, nossos gostos e até os vícios que adquirimos. É uma coletânia de ensaios sobre o assunto.

Legal é que os textos são leves, nada daquelas coisas cheias de termos irreconhecíveis, que a gente precisa ler com um dicionário técnico do lado. Alguns são até bem divertidos.

                                                             

Para quem já leu “O cérebro – um guia pra o usuário”, talvez pareça um pouco fraco, mas é uma leitura relaxante e recheada de informações. Sempre tem algo que ainda não sabemos. Sempre!

Beijos e boa leitura a todos!



Escrito por Drica às 21h08
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45 - E a sexta-feira ta chegando! Aleluia!

Moisés disse: "A Lei é tudo."

Jesus disse: "O Amor é tudo."

Marx disse: "O Dinheiro é tudo."

Freud disse: "A Sexualidade é tudo."

Bill Gates disse: "A Tecnologia é tudo."

E, finalmente, Einstein disse: "TUDO É RELATIVO."

 

Enfim, to sem assunto mesmo. Um beijo pra todos vocês.

                

A propósito, acho que já sei por que não tenho conseguido dormir cedo ultimamente.

 



Escrito por Drica às 23h20
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44 - Sou pobre, mas sou limpinha! Tá bom.

Hoje eu fui ao Pão de Açúcar (o supermercado!) e, como sempre, fazendo a linha pobre, coloco tudo em sacolas duplas.

Coleciono sacolinhas, sabem, mas não é por hobbie não. É pra colocar o lixo e recolher a sujeira da Bonnie.

Pois é, mas aquelas funcionárias dos caixas são é um bando de puxa-saco família Diniz. Pqp, que custa liberar mais sacolinhas? Os produtos já são tão caros que as sacolinhas deviam vir às pencas pra compensar.

Elas me olham como se eu estivesse cometendo um crime, ou seja, roubando sacolinhas. E ficam lá, segurando o montinho até eu terminar de embalar, só regulando uma porcaria de uma sacola de plástico a mais. Porcaria esta que me faz uma falta danada.

Mas eu fiquei pensando: se o Grupo Pão de Açúcar já patrocina tantas campanhas, por que não lançar mais uma pra manter a cidade limpa e livre de fezes caninas? Basta deixar as sacolinhas disponíveis para os clientes, sem dar a entender que estamos sendo inconvenientes.

Muita gente vai dizer que eu devia é comprar um daqueles coletores ou os saquinhos higiênicos que vendem no pet shop. Mas acontece que sai muito caro aquilo. E sacolinha de supermercado evoluiu foi pra isso mesmo. Quem se lembra que as sacolinhas antigamente eram de papel pardo? No máximo se aproveitava pra fazer máscaras na escola. Acabo de lembrar de uma que fiz, de monstro, com cabelos de lã.

Então, não seria uma idéia?

Caramba, parece até futilidade, mas quando acabam a sacolinhas aqui em casa fico desesperada. Papel higiênico tá caro demais.

E a Bonnie não dá um tempo. Cada passeio gasta, no mínimo, duas sacolinhas.

 

                                         

                                                                                E eu é que não passo por isso!!

 

Ah, quero também deixar meu protesto contra o vizinho que não limpa sua piscina. Já fiz várias denúncias pela internet e nada aconteceu até agora. Faz dois anos que moro nesse apartamento e nunca vi aquela piscina ser limpa. A água é preta de dar dó. E os cachorrinhos ficam deitados bem ali, próximos àquela nojeira. O que eu faço pra prefeitura tomar uma providência? Tá certo que nem Aedes aegypti quer aquilo, mas eu não sou obrigada a ver minha paisagem prejudicada por isso. E, apesar de morar no décimo andar, eu também não quero esperar o dia que o cheiro daquilo vai alcançar minha janela.

Uma outra vizinha me contou que aqui no bairro sempre é feita uma vistoria nas piscinas, mas a casa a que me refiro fica numa vielinha, meio escondida. Acho que a fiscalização nem sonha que ali há uma casa com piscina.

 

Beijinhos pra todos!           



Escrito por Drica às 00h28
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43 - E os parabéns são para nós! êêêê... feriado!!

Hoje eu queria falar do show da Olívia, que fomos no domingo. Eu, o e o Dedo. Mas eles não me mandaram as fotos, então eu também não vou contar pra todo mundo que a Olívia canta muito. Que tem uma voz maravilhosa. Que suas letras são ótimas. Que o show, com aquele clima tão familiar e descontraído, me fez muito bem e que, como disse o Dedo, tudo acabou em pizza.

E que pizza! Apesar da decadência em que se encontra o Bexiga, a pizza continua a mesma, melhor do mundo. Comemos pizzas de filet mignon (a escolha do Dedo), com nozes (tinha que ser o Zé) e de rúcula (até então ninguém imaginava que meu pedido viria com alcachofras também). Aham!

Ah, eu gostaria de aproveitar e dizer que a companhia daqueles dois me faz muito bem. Adoro dar risadas com eles. Ouvir suas opiniões. Falar de música, de amizade, de família, de programas de TV, de sexo, de amores mal sucedidos. Epa!

Mudando de assunto...

Pra nós, paulistanos, um bom feriado! É, 451 anos não é pra qualquer um. E que tal irmos comer o bolo da festa lá no Bexiga, hein?

Com aquele bando de gente morta de fome e mal educada se matando por um pedaço? Affe!

Pelo menos a gente vai ter do que rir assistindo ao SPTV.

Mas hoje eu to sem inspiração. E já que não tenho as fotos pra ilustrar o post, vou ficando por aqui. Preciso lavar minhas roupas. Daqui a pouco vou ter que sair pelada na rua. A máquina quebrou há uns quatro meses. E até agora não sobrou grana pra comprar outra. E pelo que posso prever, não vai sobrar tão cedo.

E pra completar o fio do chuveiro estourou essa noite enquanto eu tomava banho. Levei o maior susto! E ainda tive que terminar de lavar o cabelo com água gelada. Odeio banho gelado! Me dá uma sensação esquisita, uma palpitação. Vou ter que pedir favor pra um dos porteiros. Mas vou ter que esperar pelo turno da tarde. Porque os porteiros da manhã me odeiam. E sabem por que? Porque eu reclamo mesmo quando eles ficam tocando o interfone no sábado logo cedo. Pergunto mesmo se não têm o que fazer. Ora, o problema é meu se eu durmo demais. Eles não pagam minhas contas. E que esperem eu sair e passar pela portaria pra entregar o que quer que seja.

Até a próxima inspiração.

 

 

Eles estão perdoados! rsrsrs. Aí vão as fotos. São 14:30.

 Olivia, Dedo e eu.

 Paulo Preto e o Zé. 

 Euzinha!!

 No palco!

"Sobrou um caco de amor que corta a carne

 e a dor traz a fome que eu não quero ter..."

                                                     Olivia



Escrito por Drica às 03h01
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42 - Meu último desabafo!

Ele estava se separando. Foi o que me disse. Só uma questão de tempo pra regularização dos papéis. Eu sei, vão me dizer: Você ainda acredita em Papai Noel ou no Bicho Papão? Não, eu acredito no ser humano, eu acredito que as pessoas conservem a verdade como princípio. Acredito que devemos respeitar o espaço do outro e sermos verdadeiros, sempre. E, como procuro agir assim nas minhas relações, espero o mesmo do outro. Mas a verdade é que ele queria que eu acreditasse e não poupou mentiras ou omissões para isso. Eu não sou uma idiota, que acredita que um cara que não aparece nos finais de semana ou que só apareça quando bem entende, ou mesmo que vive com o celular desligado esteja disponível. Eu não costumo pedir explicações, detesto ser invasiva, mas isso tudo já estava se tornando uma grande barreira pra se chamar aquilo de relacionamento. Mas o que pode se dizer da carência, do tesão, da atração? Mas que droga! Desconfiei desde o início. Por que a gente insiste em se decepcionar primeiro pra depois cair na real? Ser humano é um bicho complicado mesmo! Comecei a cobrar um pouco mais sua presença, já que me dizia estar morando com um amigo. Eu só queria atenção, carinho, sexo, e tudo o mais que possa existir dentro da relação que ele me propunha: vivermos uma vida juntos. Fui burra! Essa é a verdade! Não sou vítima, sou imprudente, isso sim. Passada dos trinta, mas me deixando ser enganada como uma adolescente romântica e iludida. Bah! Até as adolescentes são mais espertas hoje em dia. As palavras que ele dizia, os e-mails que mandava, as promessas que fazia. Tudo isso me fez sonhar que tinha encontrado o que tanto busco num companheiro. Mas ele estava apenas fazendo seu papel de homem que quer levar uma mulher pra cama. Ta certo que eu notava isso também. Nesse ponto nem posso reclamar. Eu também queria. Mas não sonho em casar. Nem morar junto, pelo menos por enquanto. Só procuro uma relação estável. Um namoro estável. Não sei se me entendem. Aliás, ninguém me entende. Eu adoro meu espaço e não caberia outra pessoa nele. Eu tenho meus animais e não as abandonaria por nada e nem por ninguém. E tenho minhas manias. Meus horários malucos, minha preguiça de fazer comida, minha mania de limpeza. Nada disso é compatível com uma vida a dois sob o mesmo teto. Mas não ter com quem compartilhar os assuntos do dia-a-dia é muito ruim. Chegar em casa e não ter nem a esperança de um telefonema romântico no fim da noite, pra contar como foi o dia e trocar palavras de carinho, daquelas bem piegas mesmo, mas que nos dão tesão de acordar no dia seguinte e esperar pelo dia do encontro. Tudo isso eu comecei a sentir nele. Essa possibilidade de uma vida a dois sem invasão.  Mesmo estando com o pé atrás, eu insistia em achar que era pura neurose minha. Essa mania de desconfiar de tudo. E não queria cair naquele lugar comum de dizer que os homens não prestam, etc. Que só querem cama, blá, blá, blá. Até que ele me propôs morarmos juntos. Confesso que não entendi nada. Acaba de se separar e quer se juntar a outra pessoa, e ainda por cima que mal conhece? Esquisito, mas ele insistiu tanto no assunto que cheguei a desconfiar que minha casa poderia ser um refúgio, ou mesmo que, sabendo que eu diria não, pois sou muito independente e livre, isso daria ainda mais veracidade à sua historinha. E tudo foi se encaixando, inclusive uma aliança, talvez por esquecimento, sei lá. Aliás, a gota d´água pra eu cair na real. Caramba, eu nunca fui uma mulher ciumenta, de fazer ceninhas por causa de ex-mulheres ou namoradas. Sempre entendi que um cara que vem com pacote completo nunca iria ser presente em tempo integral. O que me deixava de certa forma até aliviada. Visitas aos filhos são uma ótima maneira de dar um descanso. Hehehehehe. Isso realmente era um ótimo pretexto pra ter minha privacidade restabelecida quando quisesse. Eu não costumo pegar no pé, ficar ligando o dia todo. Acredito que todos precisamos de espaço. O que peço é só respeito, sinceridade e atenção na medida certa. E prazer, é óbvio! Mas mentir descaradamente já é uma puta sacanagem. É mesmo uma bosta. Eu cada vez mais desacredito de tudo. E tenho a impressão de que o que me resta é curtir uma fossa bem filha da puta e continuar sozinha. O pior é ele continuar afirmando que estou enganada. Mandou vários e-mails tentando justificar o injustificável. Eu sei que ficar discutindo a relação por e-mail não é nada legal, mas ele não teve coragem de me olhar nos olhos. E eu detesto ficar engasgada. Mandei minhas respostas e deixei bem claro que não queria explicações, que só queria continuar acreditando no sentimento humano. Pode ter sido um deslize. Posso ter me enganado quanto ao relacionamento, mas não quanto à amizade que nutrimos antes de nos envolver.  Era somente esta a certeza que eu queria ter. Só que agora, depois que o chamei de covarde, por tripudiar em cima da minha dor, ele quis ficar com a última palavra e bloqueou minhas mensagens.

Essa é boa!



Escrito por Drica às 16h26
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