Pudores e (des)pudores


48 - Atualização de fábula

A todos vocês, meu abraço! Gente, eu vou aproveitar e agradecer a todos pelos comentários do último post, mesmo porque eu não sei se todos têm o costume de ler minhas respostas individuais. Muitos me emocionaram e talvez seja por isso também que não fui responder lá. Eu iria me estender num assunto que me faz muito mal.

Sendo assim, quero rir um pouquinho, que ninguém pode ser triste o tempo todo! Como estou meio de saco cheio de tanto trabalhar e nunca ter dinheiro pra nada, e também não tenho assunto pessoal pra hoje, vou deixar aí um texto pra vocês que combina com meu momento. Vontade de me aventurar por aí. (pena essa tal responsabilidade me chamar de volta à realidade). Bye.

A Formiga e a Cigarra
Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar,
armazenando comida para o periodo de inverno.
Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do
bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha.
Seu nome era "trabalho" e seu sobrenome "sempre".
Enquanto isso, a cigarra so queria saber de cantar nas rodas de amigos e
nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer,
cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol,
curtiu para valer sem se preocupar
com o inverno que estava por vir.
Então, passados alguns dias, começou a esfriar.
Era o inverno que estava começando.
A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela
e aconchegante toca repleta de comida.
Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca,quando abriu
a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu.
Sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um
aconchegante casaco de vison.
E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá amiga, vou passar o inverno em Paris.
Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas ! Mas o que lhe aconteceu?
Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada
e um produtor gostou da minha voz.
Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris...
A propósito, a amiga deseja algo de lá ?
Respondeu a formiguinha:
- Desejo sim.
Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá...,
dá prá você mandar ele ...#¨"#*@*¨# ???

Moral da Estória:

"Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer,
pois trabalho em demasia só traz benefício
em fábulas do La Fontaine e ao seu
psiquiatra!"


Escrito por Drica às 23h26
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47 - Minha teoria sobre o abraço

Hoje revi esta mensagem que recebi há algum tempo e lembrei do quanto gosto de receber um abraço. Mas um abraço de verdade, sincero.

Como detesto hipocrisia, me recuso abraçar pessoas que não me importem, pessoas com quem eu não tenha afinidade, que não me acrescentem. Não consigo abraçar gente falsa. Muito menos dar um falso abraço.

Só abraço as pessoas que realmente estimo.

Não sei se com vocês também acontece o mesmo, mas já repararam que a gente só abraça quando tem mesmo essa vontade?

Mais do que cumprimentar com beijinhos no rosto, um abraço tem energia. E muito mais valor afetivo. Tem mais calor.

Tem abraço que é aconchegante, gostoso, confortador. Principalmente quando estamos com saudade da pessoa a quem abraçamos. Tão bom!

Abraço de mãe, de pai, abraço que às vezes até sufoca tamanha a vontade de nos proteger.

Eu não gosto de abraçar minha mãe, a biológica. Ela me sufoca, mas não com proteção. Ela me sufoca porque seu abraço é uma maneira de compensar o amor que não me dedicou. Engraçado como eu sinto isso. Eu sinto que não me passa uma energia boa. Ela me abraça pra confortar a si, para se sentir mãe. Ela tem mania de me abraçar, mas eu não consigo retribuir.

E eu gostaria de conseguir abraça-la. Juro que gostaria! Mas não consigo.

Mas não me sinto confortável ainda. Não consigo chamá-la de mãe, imaginem abraçar esta mulher. Às vezes eu a vejo como uma estranha.

Eu disse que gosto de ser abraçada?!

Meus amigos verdadeiros me abraçam. Meu pai me abraça, minha irmã me abraça, meus sobrinhos, minha madrasta.

Mas eu queria, um dia, poder sentir um verdadeiro abraço maternal. Talvez eu pudesse ter certeza se o que penso sobre este ato é real.

Desculpem meus amigos, mas hoje eu estou precisando de um abraço que não tive.

E, como sei que em muitos de vocês eu posso confiar, sintam-se abraçados. Pelo menos aqueles que se sentirem confortáveis para isso.

Até amanhã!



Escrito por Drica às 22h50
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