Pudores e (des)pudores


56 - Vaidade. Um pecado capital?

Sou uma mulher comum, mas comum até demais.

Não faço o tipo “mulher fatal” e nem curto muito isso. Admiro as que são capazes de passar batom até pra ir à feira, mas não é meu caso. Tenho pensado se já não está na hora de começar a me produzir mais. Só que eu tenho preguiça.

Dizem que a gente tem as características do signo solar até os trinta e, depois disso, assumimos o ascendente. Então, quando é que meu lado ariano vai sair da casca? Já passou da hora. Sagitário é desligado com a aparência. Às vezes até esqueço que tenho cabelo, unhas, pele seca, pêlos, essas coisas. Meu ascendente já devia ter se manifestado há pelo menos dois anos e nada. Continuo relaxada.

Quando é que vou aprender a:

-          usar maquiagem?

-          gostar de perfume?

-          usar sutiã?

-          depilar as pernas com cera quente ao invés de gilete pra quebrar o galho?

-          chamar a manicure toda semana?

-          aparar as pontas do cabelo uma vez por mês?

-          usar creme hidratante depois do banho no corpo todo, todos os dias?

-          usar acessórios que incrementem o visual?

Acho que todos temos que ter um mínimo de vaidade, mas eu não consigo. Vejo mulheres super produzidas e me pergunto como é que elas conseguem. Só de pensar em passar mais que cinco minutos em frente a um espelho já desanimo. Canso de ver minha beleza...hehehe.

Mas eu vou aprender! Dizem também que depois dos quarenta a vaidade tende a aumentar.

Será que eu chego lá com essa disposição?

 

 

Bom domingo pra vocês!



Escrito por Drica às 18h38
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55 - Cagões, bundões e similares

Bem, eu hoje queria falar de outra coisa, mas resolvi falar de uma pessoa. Um amor de pessoa, diga-se de passagem, mas eu não resisto.

Não entendo o medo que ele tem de ser descoberto, sabe!

Então, a Barbara tem um amigo bundão, vocês conhecem a Barbara?

Eu morro de rir com as histórias dela. E, nessa de achar que somos muito parecidas, encontrei mais uma semelhança: amigos bundões.

Pois é! Mas no meu caso, vou chamar meu amigo de cagão.

Então, meu amigo cagão hoje é casado, sabem.

Ele tem o endereço do meu blog e eu sei que ele vem aqui sempre, pra xeretar minha vida e às vezes me liga comentando sobre o que leu. Porque a gente não se vê mais. É muito raro podermos nos encontrar. Uma vez por ano, no máximo. E quando dá.

Outro dia, quando falei de carência, ele resolveu, finalmente comentar. Fiquei na dúvida se seria ele mesmo. Então dei uma resposta direta, pra me ligar se fosse ele. E era!

Depois disso ele ainda fez um outro comentário, mas sempre quando eu estava triste, sabem, aqueles posts meio deprê que eu escrevo de vez em quando. Coisa de amigo mesmo. E eu adorei, ta.

Aí, quando falei de “falta de sexo” e ele comentou, perguntei se estava disposto a resolver meu problema. Foi pura sacanagem, claro, já que sempre respeitei o fato de ele ter se casado.

Ora bolas, eu sempre tive intimidade suficiente com ele pra fazer esse tipo de brincadeira. Ele é que é cagão!

Percebi que ele não comentou mais. Tudo bem, mas eu sei que ele lê.

Essa semana, quando postei aquela foto bebendo cerveja ele ligou pra comentar. Aí eu falei pra comentar no blog q eu responderia. Pois é! Sacaneei de novo. E foi de propósito mesmo.

Adoro ver os cagões se borrando!    (minha vingança!)

Mas ele me conhece há tanto tempo, sabe que sou assim, mas seria incapaz de fazer qualquer coisa que pudesse prejudica-lo. Então o cagão me ligou e disse que não comenta mais, porque eu vivo sacaneando com ele. Alguém pode usar isso contra ele. Oh! Coitado!

A propósito, alguém aí conhece o cagão? É, ele tem medo de ser reconhecido aqui na net. Por favor, se conseguirem identifica-lo, finjam que não conhecem, ta bom! Ninguém viu, ninguém sabe.

Quer saber?

Acho que ele exagera! E acho também que sua esposa deve ter mais o que fazer. Ou não? rs

Ah, Fá, eu disse que ia fazer um post dedicado a você. Agora agüenta. Ta aí!

P.S.: Nós não somos amantes, ta. Apenas amigos que tiveram um passado em comum (na esbórnia! hehehe). E essa amizade me é bastante cara.

O beijo de hoje é especialmente pra ele. Pro cagão!                          



Escrito por Drica às 22h39
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54 - Nomes e nomes

Na adolescência, eu achava meu nome um horror. Detestava mesmo. Coisa de adolescente rebelde. Quando descobri que era pra ser Natália, nossa! Piorou tudo. Mas meu pai dizia que a culpa foi minha. Que fui apressada. Seria Natália se eu nascesse na semana do Natal, mas eu antecipei minha vinda ao mundo em pelo menos dez dias. Que coisa, eu não tinha culpa de meu pai ser devoto da santa e muito menos de ter feito promessa. Ninguém merece se chamar Adriana Aparecida, né?

Mas, cheguei à conclusão de que Natália Aparecida seria bem pior. A segunda parte não iria mudar mesmo.

Conheci um amigo do meu pai que se chama José, a esposa é Marlene e os filhos mais velhos são Cleiton e Ronei. Nomes bastante comuns. Até aí, tudo bem. O problema foi que quando nasceu a caçula, não tinham um nome pra dar a ela. Então, criativos como eram os pais, lhe batizaram Cleijoroma. Coitadinha. Lembro que eu ficava tentando inventar um apelido pra ela, tão linda que era. Porque aquele palavrão esdrúxulo, que combinava as iniciais dos nomes da família era simplesmente medonho. Parecia que estávamos xingando a menina.

E uma vizinha então, a Regina. Tinha um filho, o Rafael. Quando ela engravidou e soubemos que era menina, ficávamos tentando escolher um nome. Todo mundo dava palpites, mas a maluca resolveu que simplesmente iria colocar seu próprio nome na filha, só que ao contrário. E nasceu a Aniger.

Já pensou se a moda pega? Anairda é de matar! E Aleafar então? Imaginem: Atrebor, Alegna, Acinom, Anazus. Affe!

Nota: A partir de 1973, a Lei Federal dos Registros Públicos passou a proibir os oficiais de cartório de registrar crianças com nomes que as exponham ao ridículo ou a situações humilhantes.

Ainda bem que alguém se comoveu. Vejam só algumas dessas barbaridades registradas no Brasil:

Bestilde Mota Medeiros  /  Lança-Perfume de Andrade  /  Bizarro Assada  /  Marcos Dá Ré

Brilhantina Muratori Cafiaspirina Cruz  /  Maria Privada de Jesus

Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco  

Nunes Restos Mortais de Catarina  /  Errata de Campos   /  Oceano Atlântico Linhares

Esparadrapo Clemente de Sá   /   Rolando Emídio da Torre da Igreja  /  Garoto  Levado Cruz      

Sandália de Oliveira Silva  /  Himalaia Virgulino Janeiro Fevereiro de Março Abril  

Última Delícia do Casal Carvalho

Hoje eu realmente gosto do meu primeiro nome. É lindo!! Mas ainda me recuso a admitir e assinar a segunda parte. Ah, não tem jeito, não combina. 

                                                                                                             



Escrito por Drica às 22h39
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53 - Eu e eu... e mais ninguém?

Adorei essa música:

 

“Ninguém pra ligar e dizer onde estou, ninguém pra ir comigo onde eu vou.

 Por outro lado, ninguém pra abaixar o volume, ninguém pra reclamar dos pratos sujos, ninguém pra eu fingir que eu não amo.

 Toda noite, no mesmo lugar

 eu abro os olhos e deixo o dia entrar

 pra ninguém... pra ninguém..

 Ninguém pra dizer quando eu devo parar, ninguém em casa pra poder acordar do meu lado.

 Ninguém pra contar novidades, ninguém pra fechar as cortinas, ninguém pra eu brigar de vez em quando.

 Toda noite no mesmo lugar

 eu abro os olhos e deixo o dia entrar

 pra ninguém... pra ninguém...”

 

Essa é a letra de uma música que toca direto na Nova FM. Não conheço a cantora, Nila Blanco, mas adorei a letra e a melodia.

Por mais que eu sinta falta de companhia, pra de vez em quando, adoro meu lar, minha privacidade, e ainda acrescento:

“Ninguém pra deixar a tampa do vaso aberta,

ninguém pra reclamar dos meus bichos,

ninguém pra roncar na minha orelha,

ninguém pra monopolizar o controle remoto,

ninguém pra controlar meus horários e meus gastos,

porque no momento só sinto falta mesmo

é de alguém pra beijar na boca !” (e outras “cositas” mais! rs)

 

Ah, propaganda de cerveja sempre tem mulher bonita, né? Olha aí a nova da Bohemia:

                                

   

 

                                                                      



Escrito por Drica às 21h11
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52 - Dilemas domésticos!

Como tem gente maluca nesse mundo. E o pior é que vem tudo pro meu lado!

Ontem fui beber umas cervejas com meus amigos. Passamos uma tarde muito agradável. Eu bem que estava precisando.

Voltamos cedo e eles me deixaram na esquina da rua de casa. Eu pretendia passar na padaria... rs.

Mas, devido ao alto teor alcoólico, fui direto pra casa. Estava quase chegando na portaria do prédio, fui abordada por um vizinho, perguntando se eu não o tinha visto ali. Bem, eu estava daquele jeito, não percebi mesmo que ele passou por mim.

Então perguntei: “Tudo bem com você?”.

Pra que? O cara começou a se lamentar, que está desempregado e a esposa está tendo um caso e ele ta arrasado etc, etc...

Fiquei realmente sensibilizada, afinal os filhos dele são meus amiguinhos e são crianças maravilhosas (uma menina de 11 e o menino tem 9). Apesar de não ter muita intimidade, deixei que ele desabafasse.

Coitado, me pareceu bem abatido mesmo. Notei que ele está até bem mais magro.

Ficamos ali, na rua mesmo, conversando e ele me pediu pra ir até a padaria e terminarmos o assunto. Pedimos uma cerveja e continuamos o papo. Fiquei umas duas horas ouvindo a história toda, percebi que realmente o cara ta mal e não tem ninguém pra conversar.

Quando voltamos, ele simplesmente cismou que não foi à toa que nos encontramos. Quis me beijar, bem próximo do condomínio já. Eu disse pra ele se controlar, que está num momento de carência, que eu só o deixei falar porque percebi que estava precisando de um papo. Mas só!

Gente, não é que ele veio aqui em casa hoje, tocou a campainha, pra dizer que Deus me colocou no caminho dele de propósito, porque eu gosto dos filhos dele, porque eu sou uma mulher sincera e amiga, que sou tudo o que ele precisa nesse momento. Que eu tenho que pensar melhor, que ele quer uma vida ao lado de alguém como eu.

Deus do céu! É a reprise de tudo!

Quanto mais eu rezo, mais me aparece assombração.

Ah, pra esquentar mais ainda minha cabecinha, a filha dele, que não aparecia aqui em casa há tempos, veio me visitar e disse que já ta sabendo que o pai esteve aqui, que está triste com a situação na casa dela, e que está odiando a mãe. Fiz o que pude pra ela não se sentir tão mal e passamos a tarde junto. Só que ela nem desconfia que o pai não veio aqui só pra conversar, que as intenções dele são outras.

To me sentindo meio mal com isso. Não tenho a menor intenção de dar corda pra essa viagem do cara, mas também não sei ver alguém triste sem tentar ajudar de alguma forma. E as crianças me adoram. Talvez fiquem chateados se eu me afastar. A menina disse que ele está precisando de amigos, e acha que eu posso dar uma força. Não sei o que fazer, de verdade.

Se bem que andei pensando se não seria bacana escrever um livro de auto-ajuda pra homens nessa situação. É verdade, to me tornando pós-graduada no assunto! Um tratado antropológico a respeito da carência masculina no período pré-separação.

 

P.S.: o dono da padaria ficou o tempo todo de olho! E na hora que fomos embora, ele disse que eu tenho que aparecer mais vezes por lá. Hehehe!

                                                                                              Uma ótima semana pra vocês!



Escrito por Drica às 20h13
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