Pudores e (des)pudores


62 - Favoritos!

Sabadão.... hehehe

Dia de fazer nada mesmo! E eu aqui na net... ô vício, viu! Quanta porcaria a gente inventa. Tem gente que acha que não tenho o que fazer.

Mas eu tenho sim, viu! E como... 

Quando eu comecei nessa vida de blogueira, meu endereço era outro e o nome do blog era de matar: Dri Single! Horrível!

Só quem comentava eram o Zé e o Dedo. Sempre eles! Meus lindos. Criaturas adoráveis e que eu amo. E se eu começar a babar aqui vai ter assunto pra mais de uma semana de posts. Então eu digitava um monte de bobagem e meus lindos amigos deixavam um recadinho toda vez que eu postava. Comecei a gostar da coisa. Era o princípio do ciclo vicioso.

Um dia eu fui num blog qualquer e deixei um comentário. Comecei a perder a timidez, sabe. Mas aquele blog era uma chatice. Foi numa época em que eu ainda saía com meu ex-namorado e o assunto era sempre o mesmo. E os comentários do Zé também. Sempre me dando bronca. Ele odeia o cara e sempre foi contra essa reconciliação.

Exclui aquele blog. Era mesmo muito chato. Criei um blig e continuei minhas aventuras. Mas o blig era muito chato também. Durou só uns 15 dias. Exclui! Voltei pro UOL como assinante e criei o Pudores e (des)pudores. E não me perguntem o porquê desse nome que eu jamais vou responder. A partir daí, fui me embrenhando por esse mundo bloguístico e conhecendo outras pessoas. Algumas que eu visitava e retribuíam e outras que chegavam por aqui e me supreendiam. Muitas vezes alguns amigos indicam outros blogs de amigos seus e por aí vai.

E dá-lhe vício! E a coluna de links só crescendo!

Quando meu blog foi indicado eu nem fiz festinha porque achei meio forçado. Sempre achei que pra ser indicado precisava ter um tema, alguma coisa que realmente chamasse a atenção. Que precisava ser bem escrito e ter uma certa continuidade. Mas cheguei à conclusão que basta você ter um blog pra um dia ser indicado. É aleatório mesmo. E aquele mundo de comentários nada a ver, de gente oportunista querendo publicidade me irritou um pouco. Meu blog sempre foi tão pessoal, não gostei daquele povo todo entrando aqui, na minha “intimitate”, só pra se auto-promover.

Só que quando eu fui avaliar melhor a situação toda dos comentários, encontrei algumas pessoas que realmente haviam lido meu post e comentaram de verdade, sem aquela de “oi, visita meu blog”, “seu blog ta show, visita o meu”. Mesmo que fosse apenas pra receber mais um visitante, ao menos tivessem sido menos óbvios! Sabe aquela história de “me engana que eu gosto”?

Retribuo apenas as visitas de quem realmente me atrai. E, se entro num blog que não me chame atenção, nem comento.

Quem tem um blog quer publicidade, seja da maneira que for, mas até pra esse tipo de situação o respeito é primordial.

E, se querem saber, aquela semana me rendeu também grandes amizades virtuais. Aí eu pesei os prós e contras e descobri que valeu a pena. Os 15 minutos de fama até que não foram assim, tão traumáticos.

Eu falei esse monte de merda só pra chegar no final e agradecer as visitas de vocês, digo vocês todos que estão linkados aí ao lado.

Fiz e ainda tenho feito grandes amizades aqui. Algumas já se tornaram reais, outras eu bem que gostaria. Mas o que importa é que eu adoro todos vocês. E todos os que estão linkados, independente de comentarem aqui ou não, são meus favoritos.

Cada um de vocês tem um lugar especial aqui no Pudores. Reais ou virtuais!

E, como diz a Lena, minha amiga real e perua: “Falar merda é adubar a vida!”

 

                                                                                       



Escrito por Drica às 19h39
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61 - Sexta-feira! Ahhhh! Que alívio.

Tem uma figurinha lá no escritório que é um poço de ignorância. Uma vez me perguntou “onde fica São Luis?”, respondi “é a capital do Maranhão”........ ??? ...........“E onde fica o Maranhão?”. 

Já perguntei várias vezes pra minha chefe como é que ela tem paciência pra aguentar isso. Ai, esqueço que ela é psicóloga!

Outro dia ela quis saber o significado de analítico e sintético. Por causa de uns relatórios que o sistema fornece. Bem, eu respondi que “analítico é derivado de análise e sintético, de síntese”. Simples não é? Mas tenho certeza que não entendeu porque tirou o relatório errado. Difícil é ela saber o que significam as palavras derivado e síntese. Porque análise ela deve entender que é o tratamento feito por um psicanalista.  kkkkkkkk

E, preenchendo um formulário dia desses, me pergunta “o que é município?”.  Gente, eu juro, não estou exagerando. Pior é que quando eu vou explicar ela fica me olhando com cara de raiva, e já andou dizendo que eu sou metida a sabe-tudo.

Minha paciência se esgotou e agora eu faço questão de ser irônica nas respostas. Não posso deixar de dizer que ela cursou, recentemente, uma faculdade. Fez Administração de Empresas por três anos.

É por isso que a sexta-feira é tão esperada. Gosto do que faço, mas não tenho mais saco pra esse tipo de coisa. Apesar de que tudo isso não deixa de ser hilário. Tem situações que eu até aproveito como piada.

Mas, mudando de assunto, quer dizer, falando no assunto: vou colocar aí um joguinho de palavras que peguei no Guia dos Curiosos – Língua Portuguesa. De um lado estão as palavras e cada uma tem seu significado na coluna da direita. Está tudo misturado. Mas não vale consultar o dicionário, ok. No comentário eu deixo as respostas.

1) cacóstomo                          a) caloteiro

2) fardola                                b) pessoa insignificante

3) leguelhé                             c) pessoa que se veste com excesso de vaidade

4) nefelibata                           d) pessoa que titubeia ao falar

5) pachola                               e) pessoa que fala muito e faz pouco

6) quiquiqui                            f)  pessoa que vive no mundo da lua

7) terereca                             g) quem tem mau hálito

8) trapincola                          h) pessoa que vive contando vantagens sobre si mesmo

                                                                                Beijinhos e um ótimo fim de semana!



Escrito por Drica às 01h15
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60 - Dia-a-dia

Oi gente.

A TPM ta quase no fim. Ta demorando esse mês. E olha, não fiz nada não, viu!

Mas é assim mesmo! Dá raiva, dá tristeza, dá vontade de falar sem parar, de repente eu calo sem motivo. Choro, esperneio, brigo, falo manso, dou chute no pé da mesa, dou risada de tudo isso. Mas tudo bem viu! Ta tudo bem! 

Eu vou é voltar a falar do meu futuro namorado.

Ai, ele é tão lindo. Tem telefonado, mas ainda não demos o primeiro passo.

Primeiro a minha preguiça, que nem limpar a casa me deixou no sábado. No domingo, adivinhou que eu estava escrevendo sobre ele e telefonou. Mas antes ele ia pro estádio, ver o time dele jogar. Só que demorou pra sair de lá. Atrasou e era muito tarde já. Adiamos novamente.

Na segunda-feira ele ligou e eu estava “daquele jeito”, irritadíssma. Não dava pra ter um primeiro encontro assim, né?

O Zé me disse que é muito bom começar essas coisas na Lua Crescente ou mesmo na Cheia. Então, já conferi no calendário, temos uma semana ainda.

Mas ele já me contou que mora com minha sogra e com meu cunhado, sabe. E que ainda não decidiu se vai levar as alianças já no primeiro encontro, porque eu posso me assustar. E ele quer saber meu gosto primeiro. Ele tem um humor muito parecido com o meu. Bem, ele também é sagitariano. E também gosta de muitas coisas que eu gosto. Ainda não contei que ele tem nome de príncipe?

É, Príncipe das Arábias! 

Ele é descendente de árabe, mas não tem nariz grande. Isso eu fiz questão de reparar quando ele me disse seu nome. É que tem descendência italiana também. E ele ta mais pra europeu mesmo. Meu número!

Ele vai viajar em março. Vai pros Estados Unidos. Mas é só por uns quinze dias.

Antes disso, eu tenho que aceitar logo esse convite. Senão, vai que uma daquelas americanas peitudas resolva se colocar no meu caminho. Não, isso não, porque com essas não dá pra concorrer.

Não tenho peito pra isso!

 

Ah, outra coisa que me faz feliz: minhas filhotas. E, já que a Silvana quer conhece-las, aí vai:

Essa é a Samantha, que canta e me encanta!                          Edwiges, meu "crocodilo", como diz minha mãe!

 

A Bonnie é a mais velha, e mau humorada.                          E a Lua, minha caçulinha. Adora dormir e fazer folia.



Escrito por Drica às 22h57
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59 - Que saudade!

Eu sinto saudade do Ri.

O Ri era meu vizinho, que sempre vinha aqui em casa fumar um cigarro, comer bolo, jogar conversa fora. Era só eu virar a chave na fechadura pra ouvir ele abrir a porta do 105 e me cumprimentar. Depois que eu tomava meu banho e cuidava das minhas filhotas, interfonava pra ele vir pra cá e ficávamos batendo papo até altas horas. Ele era realmente uma ótima companhia.

Nos conhecemos no elevador. Todos os dias a gente entrava no elevador e dava aquele “Bom dia!” meio sem graça. Amenidades.

Um dia ele me pediu um vidrinho pra colocar o molho de pimenta que ele preparava. Eu arrumei o vidrinho e ganhei um amigo.

Não costumo fazer amizade, criar vínculos com vizinhos, mas o Ri foi especial.

Depois dele, conheci duas fulanas: a “Insu” e a “Portável”. A Insu frequentava minha casa todos os dias. No início eu deixava, não via mal nenhum naquilo. Até apresentei elas ao Ri e ao Saulo. Os dois dividiam o apartamento que pertence à família do Saulo.

Como não tenho amigas aqui em São Paulo (minhas amigas, todas elas, moram longe), eu saía com elas. A gente até se divertia, mas eu percebia algo de estranho no ar. A Insu não permitia visitas em sua casa. Até os ex-maridos ela recebia no hall do prédio. A Portável parecia um “vodu” de tão esquisita. Na verdade eu tinha mais amizade com a Insu, mas suportava a outra por ser amiga dela.

De repente, a Insu se interessou pelo Ri e a Portável queria dar pro Saulo. Pronto, começou o inferno!

Começaram a fazer intrigas, fofocas. Até com os porteiros eu briguei por conta das maldades das duas.

O Ri caiu na rede da Insu e começaram a ter um “caso”. E ela não gostava que ele frequentasse minha casa.

Acontece que o Ri não me abandonou por causa do seu “caso” com a Insu e isso ela não perdoou.

Ele continuava me visitando e, se ela chegasse aqui e ele estivesse, saía com cara de poucos amigos e ía fazer fofoca pro Saulo. Um horror aquilo.

Pra minha sorte, o Ri percebeu a tempo a roubada e caiu fora. Mas a Insu continuava se insinuando e tentando jogar areia na nossa amizade. E a Portável não ficava atrás. E o Saulo não foi tão esperto. Caiu direitinho na conversa das duas.

Mas entre eu e o Ri nunca houve problemas. Éramos e somos amigos até hoje.

O Ri foi um dos amigos que me ajudou quando estava procurando minha irmã. E comemorou comigo quando a encontrei.

Mas eles foram embora. O Saulo voltou pra Sergipe e o Ri pra Itaquá. Eles estavam aqui só pra fazer um curso preparatório pro exame da OAB. São bacharéis em Direito.

Hoje em dia eu falo com o Ri só por telefone. Ele está bem. Continua cuidando da sua empresa, mas não pretende voltar a morar aqui, apesar de o Saulo ter deixado as chaves pra ele.  

E a Insu e a Portável viraram inimigas uma da outra. Mas continuam arrumando confusão. De vez em quando eu as vejo por aí. Insuportáveis!

Mas o que me deixa triste é que a porta do 105 não abre mais quando eu chego em casa.        



Escrito por Drica às 00h18
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58 - Que ódio!

Direitos humanos?

Às vezes me pergunto se isso é realmente sério.

Será humano trazer ao mundo uma criança e abandoná-la, e depois usar a sociedade como escudo?

Eu me revolto mesmo com isso. Hoje, com o fim do horário de verão, volta o meu pavor de sair do escritório e me deparar com aquelas crianças de olhos esbugalhados, maltrapilhas, querendo avançar na gente como se tivéssemos culpa da infelicidade que carregam.

Elas, as crianças não têm culpa dessa má sorte. E seus pais? Os desgraçados nos culpam pela marginalidade de seus filhos.

Uma vez eu chorei de raiva de mim mesma, por chamar a polícia e presenciar uma cena terrível: a policial chegou gritando com eles e apontando a arma pra uma criança de uns sete anos. Filha da puta! Eu xinguei mesmo. Quase bati naquela infeliz.

Ela tem obrigação de me proteger, sim, mas também deve proteger os inocentes que se transformarão em bandidos perigosos caso isso continue. Era pra levá-los pra uma instituição, pra um lugar onde pudessem ter orientação. Pra tomarem banho, comerem decentemente e entregá-los a seus pais, caso existissem, ou a alguém da família. E depois dar acompanhamento a essas famílias.

Eu achava que isso fosse possível!

Doce ilusão. Eles continuam lá. Cresceram e estão cada vez mais revoltados com o mundo. Esse mundinho cruel pra onde os trouxeram sem o menor respeito e condição. Sem dignidade.

Fico sem saber pra onde correr. A polícia os trata sem o menor respeito. As instituições os tratam como animais em cativeiro. As pessoas passam e ignoram, como se aquela miséria toda fizesse parte de outro mundo. Quem realmente se comove, nada pode fazer. Não temos como nos aproximar. Temos medo!

Eles nos culpam também, orientados pelas malditas desgraçadas que lhes deram a vida. Que vida? Eu odeio essas mulheres, que ainda nos olham com cara de piedade, pedindo pão pra dar ao bebê imundo que carregam no colo, mostrando a fila que vem atrás.

E ainda me falam em direitos humanos?

Essas infelizes deveriam ser esterilizadas igual às cadelas, às gatas de rua. Assim que entrassem "no cio".

Eu estou com ódio desse mundo hoje. A cena que vi, de duas crianças se matando por um pedaço de pão me cortou o coração. E a mãe ali, olhando com cara de bosta, sem tomar uma atitude. Ao menos dividisse o pão entre os dois.

Não tem esclarecimento?

Grande merda! Essas vadias sabem muito bem como se faz sexo, não é?

E por onde andam os tantos projetos pra acabar com a marginalidade infantil? Os tantos projetos pra controlar a natalidade?

Hein?



Escrito por Drica às 20h57
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57 - Paquera nova!

Ah, vai, eu sei que já enchi o saco de vocês no MSN com essa história. E tem mais, meu diário é pra essas coisas mesmo, pra registrar os momentos, pra escrever o que sinto a cada novidade que acontece.

Então, né, muitos de vocês já sabem! Ontem eu arrumei um paquera novo. Não, não é nada de vizinhos carentes, padeiros, babacas mentirosos ou ex-namorados inconvenientes.

Eu estava voltando do mercado e ele me abordou. Parou o carro bem na esquina onde eu ia atravessar e não tive saída. Quer dizer, eu tive sim, mas ele era tão gato que não deu pra fingir que não vi.   

Perguntei se ele me conhecia, e ele respondeu que não, mas iria conhecer naquele momento. Adorei! O mocinho é decidido!

Apresentou-se e pediu meu telefone. Não pestanejei, passei o número certinho.

Fiquei na dúvida se iria mesmo ligar, pois eu disse que estaria em casa sim, porque iria fazer faxina. Mas como eu sou tonta, eu tinha que dizer isso? Pensei “esse cara não vai ligar pra uma mulher que cheira a água sanitária”.

Ah, mas ele ligou e tivemos um papo muito agradável. Ele é bem humorado, inteligente, educado. E não ficou com aquele papo babaca de homem procurando sexo fácil, e também notei que não está carente. Foi mesmo uma paquera.

Convidou-me pra tomar um café.

Pqp, eu tava numa preguiça danada ontem. Nem a faxina eu fiz no fim das contas. Tive que pedir pra ele ligar mais tarde que eu ia ver se me animava a sair, porque estava meio cansada.

O Zé se ofereceu pra dar uma força, ele e o Dedo. Eu marcaria no Fran´s Café aqui perto de casa e eles iriam pra lá, como se nos encontrássemos por acaso. Mas sentariam em outra mesa, é claro. Só iriam ficar por perto, afinal não conheço o cara.

Esses meus amigos são ótimos. Obrigada meninos!

Bem, eu não topei e nem sei se foi só por causa da preguiça ou por um medinho que sempre me dá nessas horas.

Mas eu adorei conhecer um cara tão bacana desse jeito, assim, de chinelo e sacolinha de mercado na mão. Na verdade, foi isso que me inspirou a escrever o post anterior.

Bem, se vai rolar ou não, é outra história, mas valeu a pena ter tido a coragem de arriscar.

Gente, parece que o mocinho adivinha!! Acabou de telefonar e vamos nos encontrar mais tarde.

   Torçam por mim, tá!

Agora vou terminar a faxina e depois um belo banho com direito a óleo e tudo. Mas sem maquiagem..

Um beijão pra vcs!               

                                                                            



Escrito por Drica às 14h53
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