Pudores e (des)pudores


79 - Boa Páscoa pra vocês!!

Apesar de não ser religiosa, gosto do que a Páscoa simboliza. A Renovação! Não creio numa renovação de vida, pois essa é uma só. Creio em que possamos renovar nossos atos, buscar o entendimento, a harmonia, mas não só numa data específica. É um exercício diário!

Não sou uma pessoa muito fácil, não sou perfeita, né? Mas tento não ser injusta, tento colocar o amor à frente dos meus mais sórdidos pensamentos, Não que seja fácil! Tantas dificuldades, tantas desilusões. Mas creio em Deus e em sua bondade infinita.

Sorrir! Mesmo em meio aos mais diversos dilemas da vida, procuro sorrir. Mas quando resolvo chorar, nem eu me agüento.

Hoje eu quero sorrir, apesar da tristeza que acabei de sentir. Tento buscar nas pessoas um lado bom, humano. Alguns já me fizeram desistir. Mas eu sou teimosa.

Sabe quando te roubam a alegria? Promessas, promessas, promessas!

Sempre deixo muito clara minha aversão ao abandono. Tenho sérios problemas com isso.

No meu caso, nem o amor é capaz de superar essa dor.

A gente dá murro em ponta de faca só enquanto agüenta os cortes. Chega uma hora que sangra muito, a dor é insuportável.

A dor do abandono é a única capaz de me derrubar.

Chega! A faca já perdeu o corte! A dor vai passar e eu quero mesmo é sorrir!

 

 

A todos um beijo e meu carinho!



Escrito por Drica às 23h15
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78 - Me recuso a fazer parte dessa escória! Quero fugir do mundo quando me deparo com certas situações.

Minha raiva ainda não passou, minha indignação não passa. Odeio gente pobre.

Já contei que lá no escritório tem uma criatura ignorante de pai, mãe e parteira. Pois hoje a tal criatura passou dos limites do desrespeito e da falta de civilidade.

Temos uma colega de trabalho que fica na loja, em outro local. Portanto, se ela não vai trabalhar, não ficamos sabendo. A não ser que tenhamos que telefonar pra loja. O pai dessa menina estava doente há alguns meses. E ela tem faltado muito por conta de correrias pra hospital, internações, essas coisas.

Ontem à noite, seu pai faleceu.

A primeira a chegar no escritório é sempre a imbecil, e foi pra ela que a nossa colega deu a notícia, pra que nos transmitisse. Acontece que a infeliz não nos comunicou. Telefonou apenas pra nossa chefe. E isso foi logo cedo, no horário em que ela (a criatura abominável) ainda estava sozinha no escritório.

Claro que a chefe chegou toda esbaforida, telefonando pra uns e pra outros, querendo notícias. Isso já passado das onze da manhã. Quando  nos perguntou se havíamos falado com a colega que perdeu o pai, viu que todos fizemos cara de ué.

“Mas vocês não sabiam?”, “não, ninguém nos avisou”, “mas a fulana me ligou logo cedo, me deu a notícia”, “pois é, mas ela não nos disse nada”.

E ficamos assim, nesse jogo de pingue-pongue. Ninguém havia dado um telefonema sequer pra dizer uma palavra de carinho pra nossa colega, que devia estar inconsolável. E sempre esperamos as palavras de carinho quando nos encontramos em situações desse tipo.

E a cretina ali, se fazendo de otária, que é exatamente o que ela é.

Gente, quem ouviu a bronca fomos nós, os desavisados!

“Mas que falta de espírito de equipe, eu é que não vou mais ficar me desgastando com isso. Vocês não sabem conviver? Vocês não se comunicam?”

Até parece que íamos chegar e ficar perguntando se morreu alguém, se alguém perdeu um ente querido.

Sei que a chefe não disse isso pra nós, exatamente. Acontece que ela ficou tão fula da vida, que simplesmente saiu rasgando o verbo. E a fulaninha se fez de morta. Fingiu que não era com ela. Mesquinha!

A que ponto chega um ser humano!

Passei o resto da tarde tentando digerir a infeliz, mas não descia.

Fiquei pensando no que se pode esperar de uma mulher que não sabe embrulhar nem o próprio absorvente e nos obriga a ver seu sangue imundo e fétido no lixo do banheiro, que enxuga as axilas imundas e suadas numa toalha de tecido, sem o menor respeito por quem possa querer apenas enxugar o rosto lavado e limpo com a mesma toalha. Podre! Muito podre!

E pensar que um dia essa criatura se fez de amiga e até me mandava bilhetinhos dizendo que minha amizade era muito importante.

Odeio essa gente, que chega feito carneirinho, mas fede a enxofre!

E, pra colega que perdeu seu pai, que também é minha manicure, fiz minhas orações. Depois falo com ela.

Quanto à energumena, que vá pro inferno, fazer companhia pro capeta, seu amiguinho de infância!

Ai, que ódio!



Escrito por Drica às 23h42
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77 - Os bichos são o maior presente de Deus para os humanos.

Nem que um ser humano viva mil anos, jamais vai alcançar a pureza e a inteligência desses seres ditos “irracionais”.

Imagine, uma gata que vela meu sono quando sente que estou precisando de carinho. A noite passada foi assim. A Lua passou a noite toda me olhando, me acarinhando. Não desgrudou um minuto sequer.

E pensar que eu quase não fiquei com essa gata. Eu sempre gostei mais de cachorros. Gatos eu sempre achei bonitos, elegantes, mas nem pensava em ter um. Eu tinha medo, nem sei o porquê. Talvez por culpa do meu pai. Ele sempre criou pássaros e detestava gatos, por que eles assustavam a criação dele. E ele dizia que gato é um bicho falso, que se apega à casa e não ao dono. Esses folclores que inventam a respeito dos gatos. Só mesmo convivendo com eles é que a gente aprende.

Quando a Lua chegou aqui em casa eu queria, eu torcia pra ela aprontar alguma coisa muito grave, tipo tentar atacar a gaiola da Samantha, só pra eu ter uma desculpa e não ficar com ela. Nos primeiros dias fui indiferente, morria de medo dela me arranhar, além da culpa que eu sentia por estar longe da Bonnie e ter colocado outro bichinho em seu lugar. Dava comida, caminha limpa e limpava o “banheirinho” dela, mas mantinha uma certa distância. E ela era tão esperta que não me incomodava. Fazia questão de ficar me espiando de longe. O fato é que as crianças aqui do condomínio a encontraram abandonada no posto de saúde que tem aqui na rua. Eram dois gatinhos. Só que o Sol, irmãozinho dela, era todo bonitinho, parecia gato de raça e logo encontraram quem o quisesse. A Lua, por ser toda rajada, bem vira-lata mesmo, ninguém quis. Eu tive pena e resolvi tentar.

Mas aí, na mesma semana, a Bonnie teve que voltar a viver comigo.

Sim, pois fazia nove meses já que a Bonnie tinha ido pra casa da mãe do meu cunhado. Tive que fazer isso por que aqui no condomínio houve muita reclamação por conta do barulho que ela fazia. Eu a tinha criado em casa com quintal. Ela estava acostumada com movimento e tranca-la num apartamento de uma hora pra outra foi um choque. Chorei, me descabelei. Mas tive que mandar a Bonnie pra lá, e nem imaginava que estava mandando minha filhinha pro inferno. Ninguém me dizia nada. Até ela voltar eu achava que a tinha deixado em boas mãos. Além de dormir na friagem do quintal, ainda maltrataram a bichinha com surras de cabo de vassoura. Não posso nem imaginar. Choro todas as vezes que lembro das coisas que minha sobrinha me contou. Meus pais, por saberem que sou completamente louca por ela e faria um escândalo, mentiam pra mim, dizendo que a Bonnie estava bem. Eu a visitava muito pouco pra não sofrer. Ela chorava muito e eu também. Cheguei a desconfiar que havia algo errado. Mas meu pai dizia que era só a saudade que ela sentia de mim, afinal ela estava comigo desde muito pequena. Ele, na verdade, morria de medo da minha reação. Minha mãe e meus sobrinhos sempre quiseram me contar, mas ele os proibia de dizer qualquer coisa.

A Lua foi a nossa salvação e, talvez por isso mesmo, acabei aceitando de vez que ela ficasse aqui em casa. Ela passou a ser a companheira da Bonnie, e assim não tive mais problemas com a vizinhança. E mesmo que tivesse, depois de saber o que fizeram com a Bonnie, eu teria preferido mudar de casa a ter que me desfazer dela novamente.

Hoje nem sei dizer qual delas é mais importante em minha vida. Simplesmente amo todas. Nem dá pra ter preferência. Até a Edwiges, com sua rabugice de tartaruga.

Cada vez mais me convenço que os animais estão nesse mundo pra nos ensinar algo que ainda estamos muito longe de compreender. Essa troca, essa amizade que eles nos dedicam. Isso só pode mesmo ser coisa de seres superiores.       



Escrito por Drica às 00h06
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76 - No news!

Aiaiaiaiai! Li tantos posts hoje, que quase perdi a vontade de postar.

Mas eu to bem melhor. As dores deram uma pequena trégua. Não era gripe não, gente. Faz tempo já que eu to com umas dores nas costas, e na última semana comecei a ter dores nas juntas (e não me venham com esse papo de junta tudo e joga fora não, hein! rs).

Na sexta-feira eu estava que não podia nem apertar a mão de um amigo, que já doía tudo.

Hoje fui ao médico ortopedista e ele me recomendou um reumatologista. Credo, eu já sabia! Foi só pra confirmar.

Mas pelo menos não disse que vai ter que fazer cirurgia. É, por que se tem uma coisa em que eu sou veterana é entrar no bisturi. São quatro cirurgias já. E olha que ainda não tive que tirar as amígdalas.

Sou uma mulher recortada, mutilada, ai, tadinha de mim...rsrsrs.

E agora virou moda eu ter pesadelo de domingo pra segunda-feira. Dessa vez sonhei com um baita de um negão, bêbado, querendo me estuprar. Cruz credo! Acordei gritando: SOCORRO! Meu coração parecia que ía explodir de tanto medo que senti, por que no sonho eu não conseguia sair do lugar, e a voz não saía de jeito nenhum pra eu pedir ajuda. E o negão em cima de mim, ameaçando. Que sufoco! Seis horas da manhã e eu não consegui mais dormir.

Se pelo menos o negão fosse assim, tipo Denzel Washington, né? Eu continuava sonhando..kkkkk. Mas aí eu não ía contar pra vocês meu sonho erótico.

E o maestro, pensando bem, ele não é um maluco ciumento e possessivo apenas. Ele é muito mais do que isso. É bem mais complexo o pensamento dele. É bem humano mesmo, o livro. Uma viagem!

E hoje minha chefe resolveu se interessar em saber o que é um blog. Por que eu levei o texto da denúncia pra ela ler e ela adorou. Aí me pediu cópia pra mandar pros clientes. E pediu o endereço do meu blog pra saber como é que é. Respondi “ce tá louca, eu meto o pau em algumas pessoas e você vai saber muito bem de quem eu to falando”. Ela riu, mas é verdade. Se ela já me analisa (ela é psicóloga) lá no escritório o tempo todo, imagine lendo as bobagens que escrevo.

Se bem que a cunhada dela, minha amiga perua, sempre entra aqui. Mas na Lena eu confio. E ela sabe bem de quem eu to falando, muitas vezes, e se diverte. Até por que a Lena concorda comigo. Mas acho que chefe não tem nada que ler nossos blogs. Não dei o endereço e pronto! Mas expliquei como funciona.

Resumo do dia: uma merda!

Hoje vou citar, mais uma vez, Scarlett O´Hara: “Amanhã será um outro dia”.

Inté!



Escrito por Drica às 00h22
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