83 - Chão de Giz
Não sei se essa preguiça é boa ou ruim. Por um lado, me sinto livre pra deixar a casa de pernas pro ar, ficar de pijama o dia todo, assistir um filme, ler alguma coisa ou ficar na janela, assistindo o sol nascer, ouvindo os pássaros cantar. Por outro, sinto-me presa, sem idéia de como mandar esse marasmo pra longe!
Desço dessa solidão
Espalho coisas sobre um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde...
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe um grão-vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força, ou de Vênus
Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu baton
Agora pego um caminhão na lona, vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de “boy”
That´s over baby! Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu baton
Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular
No mais estou indo embora
No mais estou indo embora
No mais...
Só vou voltar quando eu me encontrar!
Escrito por Drica às 12h10
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