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109 - Quatro dias na molezaaaaaaa
Ah, sei lá entendem? rs
Outro dia eu tava lendo um post da Dani, onde ela dizia que se cobrasse pelas lágrimas derramadas por culpa dos outros, seria rica. Hahahahaha! E quem tem culpa de chorarmos de vez em quando?
Quando nos sentimos mal por algo que nos fizeram, creio que os culpados somos nós mesmos. Porque nos deixamos enganar. Não são os outros que nos fazem mal, e sim nós que os permitimos.
Eu também já culpei muita gente por minhas lágrimas, até hoje ainda culpo, mas sei que isso é uma fuga. Fuga da minha própria fraqueza. Porque não quero perceber. Não creio que o ser humano seja capaz de fazer o outro infeliz. Mas ninguém me faz infeliz. Quando estou infeliz é porque quero estar. Acho até que já fiz alguém infeliz, mas não era o que eu queria. Quem se fez infeliz por minha culpa também não soube interpretar minhas razões.
Ai, malditos manuais de auto-ajuda que fazem a gente enxergar isso. E é a pura verdade!
A palavra ouvida tem muito mais força do que a dita.
Enfim, o importante é saber interpretar de forma neutra e só assimilar o que nos faz bem. Ainda tenho dificuldades com isso, mas estou aprendendo!
No mais ta tudo zen por aqui. Hoje eu estou de folga, amanhã também. Brigaduuuu pela torcida. Hehehe!
Daqui a pouco vou assistir um filme com uma amiga, o Ge ta com o filhote dele em casa. Um fofo!! Meu “enteado”. kkkkkkkkk
To ouvindo um bregão muito bom. Hehehe! Leonardo Canta Grandes Sucessos.
E tenho pensado que as coisas mais simples da vida são as que mais me dão prazer.
To super-hiper ansiosa com o encontro de sábado. Vamos ao teatrooooooooo!! Vamos ver Draculinha e nos conhecer, finalmenteeeee!!
Zé (Beto), Milena, Marici, Barbara e quem mais quiser pode ir também. O convite ta lá no blog da Milena, OK!!
Muitos, muitos, muitos beijos a todos.
PS.: A Marici tem mesmoooooo voz de menina! Que linda! Ma, amei falar contigo!

Escrito por Drica às 18h45
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108 - #@$%¨&*¨%
Estou de bode! Duas noites mal dormidas me deixaram completamente sem forças. Mas eu estava com saudade dessa tchurminha, viu!
Então, né... Vou deixar um texto pronto ai hj. Hehe! Minha amiga Malu que me mostrou e eu a-do-rei!
Bjokas pra todos e até o feriadão. Talvez eu não trabalhe na sexta. Torçam pra chefe estar de bom humor e nos dispensar, OK? To precisando disso!
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende? No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio. Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por ílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça. E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se. Millôr Fernandes, humorista, teatrólogo e jornalista carioca
Escrito por Drica às 23h53
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